Exercícios físicos contribuem para a qualidade de vida do id

Atividade e exercícios físicos contribuem para longevidade e qualidade de vida do idoso. Se inspire na história do ciclista francês Robert Marchand e da nadadora brasileira Nora Ronai. Se você ainda não leu ou assistiu o documentário sobre o francês Robert Marchand está perdendo a oportunidade de se inspirar. O ciclista, que acumula 105 anos de vida (Isso mesmo!), recentemente quebrou um record, no velódromo de Saint-Quentin-en-Yvelines, em Paris , ao pedalar 22 quilômetros em uma hora. Essa foi a maior distância percorrida por alguém com mais de 105 anos: categoria criada, em especial, para que Robert Marchand pudesse competir. Robert nasceu em 26 de novembro de 1911 e sempre sonhou em praticar o ciclismo, mas por vários motivos, entre rejeições por técnicos e falta de tempo na vida adulta, só conseguiu realizar a vontade muito depois. Aqui no Brasil também há atletas inspiradores que surpreendem mesmo com a idade avançada. É o caso da atleta Nora Ronai que é detentora de alguns recordes e ainda hoje está na ativa. Os exercícios físicos sempre tiveram espaço na vida de Nora. A nadadora completa em fevereiro 93 anos! E continua nadando de 4 a 5 dias por semana, com entusiasmo e dedicação. Aliás, Nora também continua a bater muitos recordes!

Nunca é tarde para começar a nadar e melhorar a saúde com o esporte. Nora e o Robert Marchand começaram no esporte já na vida adulta. O médico geriatra e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), José Elias Soares Pinheiro, reforça os benefícios do exercício mesmo com o avanço da idade. “ Não há a menor dúvida que a prática de atividade física está diretamente relacionada a uma melhor qualidade de vida e a um melhor desempenho nas atividades de vida diária do idoso. Em relação a esse recorde batido pelo ciclista de 105 anos, vale ressaltar que ele iniciou a atividade aos 68 anos de idade”, explica o médico. Para ele, isso mostra que independente dos anos de vida, nunca é tarde para recomeçar e iniciar uma atividade física, seja ela natação, ciclismo, caminhada, entre outras. Alguns estudos já avaliaram o impacto do exercício físico em pontos muito específicos no corpo humano. “ Há evidências que mostram que pode até retardar os sintomas iniciais de problemas de memória, como esquecimentos, que acontecem com quem tem demência por doença de Alzheimer. O exercício vai ajudar na melhora da performance das atividades diária”, detalha.

Dona Irene faz exercicíos 5x por semana.

Depois de acompanhar as histórias da Nora e do Robert, já é possível acreditar que aquela ideia antiga que os avós eram apenas pessoas que ficavam na cadeira de balanço esperando o dia passar, mudou. Os idosos estão cada vez mais ativos, como é o caso da Dona Irene Tiné, de 76 anos. “ Eu sempre me exercitei. Quando eu trabalhava tinha equipe de futebol e voleibol. Sempre gostei. Depois que me aposentei é que eu fiquei mais moderada, mas ainda fazendo minhas coisas”, explica. A rotina de Dona Irene é mais saudável do que a de muitos jovens. Dona Irene afirma que os exercícios fazem parte da sua vida como qualquer outra coisa e, se deixa de ir na atividade, o corpo até “dói um pouquinho”. Ela detalha sua rotina: “ Se eu faço, me sinto ótima. Acredito que como eu, tem muita gente ativa. Atualmente, faço parte do grupo do posto de saúde e segunda, quarta e sexta, faço lá exercício físicos diferente em cada dia, como a gente fazia no colégio e ainda tai chi chuan e dança. Terças e quintas é o yoga e minha preferida: a hidroginástica”, detalha a aposentada. Para fazer uma atividade física como caminhar ou se levantar, um idoso não precisará de uma avaliação médica, mas para exercícios físicos como a corrida, a natação ou o ciclismo, o ideal é que a pessoa busque sim um respaldo, segundo o médico José Elias. “A realidade, com esse processo de crescimento que a população brasileira vem experimentando, a gente está percebendo que o perfil é realmente outro. Existem doenças em que uma atividade física, por exemplo, uma corrida, pode ser prejudicial, mas caminhar traz benefícios”, explica. Segundo o médico, em 1945, a expectativa de vida era em torno de 50 anos de idade. Hoje, quem está nascendo no Brasil tem uma perspectiva de viver até os 80 anos! Independente da faixa etária e da expectativa, você deveria começar já uma atividade física! “Isso vai repercutir na sua qualidade de vida e no envelhecimento ativo. Hoje nós não temos a menor dúvida de que a prática de atividade física está sempre relacionada a uma melhor desempenho no seu dia-a-dia, melhor desempenho nas atividades de instrumentais e uma diminuição de determinados tipos de doenças crônico-degenerativa”, afirma o médico. Entre as doenças típicas do processo de envelhecimento, chamadas doenças crônico-degenerativas, está a hipertensão arterial, diabetes, obesidade e o aumento do colesterol que podem ser retardadas e até evitadas, segundo o geriatra, com a atividade física.

 

Fonte: Ministério da Saúde

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